quarta-feira, 31 de março de 2010

Sei bem desta saudade de sóis
Faz tempo que vivo assim
Morrendo um pouco
Cada vez
Que preciso
Do seu riso
Pra viver
Todo dia azul
Mesmo que o céu esteja limpo
Meu corpo não tem banho
Meu corpo não mergulha nunca
Biólogos são tão sujos
Marcas de mordidas
Jenipapos
Urucuns e seus barulhos bons
Biólogos são tão céticos
Eu digo e você não acredita
Eu também não acreditaria
Se alguém me dissesse tanta coisa assim
Tenho é que parar de dizer
Parar de precisar do seu riso pra viver

12 comentários:

maca disse...

Aff... Preciso os textos mais felizinhos...

Biólogos são sujos? Eca... Então, biólogos seriam os punksgrungesbeatniks do século XXI?

eu sou gestora de recursos escassos e santa do pau oco nas horas vagas...

Sabiá disse...

Estava relendo antigos comentários seus no meu blog e encontrei muita coisa antes ilegível.
as vezes da vontade de chutar a vida no estômago e lhe cuspir tudo na cara. Mas ela nem teve culpa, a gente que não sabe ouvir, inventa as palavras dos outros...

Larissa Santiago disse...

mas não deixe de precisar do riso não... se não ele não sorri mais!

beijos sem sumiço!

Camila F. disse...

"Eis o que eu aprendi
nesses vales
onde se afundam os poentes:
afinal, tudo são luzes
e a gente se acende é nos outros.
A vida é um fogo,
nós somos as suas breves incandescências." (Mia Couto)

E parabéns pela entrevista lá no cronópios! ( Sua e do Jovino)
Beijo

Germano Xavier disse...

Ana F.

nina martins disse...

lindo!
parecem cheios de assuntos internos os seus textos. só fico imaginando o que seria...

Gabriel Pardal disse...

Li teus poemas no Cronópios e achei sensacional. Edito um mural de textos eletrônico [http://paralelepipedos.tumblr.com]
gostaria de publicar uns textos teu por lá também. Possibilita?

Celine Ramos disse...

Assim vc pára e não vive.

Sabiá disse...

para de esconder o leite!

L. Rafael Nolli disse...

Gostei muito da amostra de poemas lá na Cronópios, resolvi dar um pulo aqui e ler mais.

Rafaela disse...

Amei! Lindo! Mas lindo, lindo mesmo! (:

Maria Augusta dos Anjos Rocha disse...

você escreve tão delicadamente, com uma doçura de menina. Um dia quero ser assim, se é que tem jeito (ou volta).

Abraços