li seus poemas pra ninguém
há que se tomar cuidado
com as facadas que se dão no escuro
li
reli
meu deus, eu bebi!
vivi tudo isso
essas palavras são tudo que respiro
mesma intuição-certeza
de que não sou nada
de que sou fácil
decifrada
o mesmo todo-dia-vou-dormir-agora-que-amanhã-tem-prova
o mesmo
tudo igual
todo sentido é parente
parede
é o que eu não tenho
e queria ter
pra ver se me procuravam
se batiam à porta pra ver se tem alguém dentro
não me resta nada dentro
nunca houve
vácuo imenso
nem existe
fico nessa idiotice de tentar medir o tamanho do nada
deve ser por isso
que invento amores
e os alargo
estico
estilingue certeiro
em mim
mais ninguém atinjo
sou vítima triste do que tento causar de bom
entendo sua vitrine
me dá tanta agonia quanto meu umbigo
seu desabafo
eu respirei
fagocitei
eu
li
é o nome da minha madrinha
[inspirado n'os poemas não eram para alguém de nina martins]
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)


12 comentários:
Quando nos conhecemos na casa do Marcos ainda não havia lido nada seu, não imaginava que a menina que não parecia ter idade para estar na faculdade escrevia tanto, tinha tanta autenticidade, mesmo evidenciando ser discípulo do Manoel. É que há discípulos que precisam só de um rumo para dali seguirem seu próprio caminho.
que o medo é um arte no pé do covarde...
saudade de vc!
*uma
hahahaha, "besta" foi bem típico.
Espero que saiba que eu iria até ai bater ou esmurrar. só não vou porque sei que só está se escondendo debaixo das cobertar, mas em qualquer dúvida jáa não haveria mais porta.
Recebeu minha msgm hj?
Agora-deixa-ir-dormir-que-tem-prova-amanhã.
Tem não. Mas aula (e omalonix), isso tem.
sou vítima triste do que tento causar de bom.
tanto gritar que ninguém ouvia sem susto, quando ouvia
razão de se assustar tanto sempre por ser eu inofensiva?
vou tomar mais cuidado com as facadas no escuro.
que sou fácil
decifrada
foi exatamente o que eu quis dizer
respiramos as mesmas palavras
te amo
quem é sua madrinha?
não entendi essa parte
A medida do nada, que é sempre o que se há...Sei lá...às vezes é mesmo isso, tudo e nada...que tudo é e tudo somos... Os dois se completam (o tudo e o nada, a Nina e a coisa e todas elas e eles)
Ana F., pra variar seu texto: lindo
tem uma rua na serra chamada Rua desengano. precisava contar isso rpa alguém.
Oi Ana,
Perdão por nao ter te respondido a tempo viu, mas é que eu não tinha visto lá. Mas se der pra vc vou numa outra sexta feira mas pimeiro fala com seu Pai viu?
Bjãoooooooooooo
SaUdAdEs..................
muito bem falado, cacau!
"a Nina e a coisa" foi muito bom!!!!!
[rindo muito!!!]
. todos nós.
mels dels, eu bebi!
Postar um comentário