domingo, 6 de junho de 2010

[04-06-2010]
[escrito na rua sem saída da vovó alda]

não há nada por aqui
só cachorros
e a vidraça que eu quebrei
umas flores vermelhas demais
extravagantes demais
escapando
- por querer? -
das últimas grades
da última casa
da última rua
eu fico olhando admirada
saber eu sei
mas fico boba com a esperteza dos cachorros
sempre me espanto

não há nada por aqui
mas há um padrão em mim
sei que há sensações que sempre me queimam
e desconcentrações que me atrapalham
o meu problema
é a frescura
de ver poesias demais
vermelhas demais
extravagantes demais
escapando
- por querer? -
das últimas células
das últimas tripas
dos restos mais fundos de mim

4 comentários:

nina martins disse...

a menina-rua.

Geraldo de Barros disse...

seu espanto gritou em mim intensidade

;)

beijos,
G.

Sabiá disse...

estou muito sumido daqui... e tem sim, poesia muita (não demais) escapando daí.

Amélie é Aqui! disse...

http://www.youtube.com/watch?v=fIV8rJ9vN1s