terça-feira, 25 de outubro de 2011

Faço poesia pelo ritmo

Pois nasci de um tambor

E isso todos percebem

Se eu pudesse, escolhia nota

Mas não pude e me escolheu o tempo

Já tentei água

Que é tudo que eu mais admiro

Mas seca mesmo eu me viro

Não comando meus pulsos na geladeira

Já quis conversar tocando

Não dá certo

Eu sempre canto

Pode até ser que eu não rime e não meça os pedaços

Mas tem uma coisa dentro

Que bate sem o som

Que bate como um surdo

E é como um surdo que eu pressinto a vibração

5 comentários:

Larissa Santiago disse...

que melódico!
o convite da viagem foi feito, agora eu posso ir?
:D

bjs

MatHeuS MatHeuS disse...

Macunaíma...

Celine Ramos disse...

Sinuoso. Eu gostei muito!

LUANA AIRES, disse...

Quando a gente tocava lá no Cartola, todo sábado ia um velhinho surdo dançar ao ritmo da vibração do surdo (tambor), que ele sentia no peito

gzocrato disse...

é a entranha da gente dançando