Faço poesia pelo ritmo
Pois nasci de um tambor
E isso todos percebem
Se eu pudesse, escolhia nota
Mas não pude e me escolheu o tempo
Já tentei água
Que é tudo que eu mais admiro
Mas seca mesmo eu me viro
Não comando meus pulsos na geladeira
Já quis conversar tocando
Não dá certo
Eu sempre canto
Pode até ser que eu não rime e não meça os pedaços
Mas tem uma coisa dentro
Que bate sem o som
Que bate como um surdo
E é como um surdo que eu pressinto a vibração


5 comentários:
que melódico!
o convite da viagem foi feito, agora eu posso ir?
:D
bjs
Macunaíma...
Sinuoso. Eu gostei muito!
Quando a gente tocava lá no Cartola, todo sábado ia um velhinho surdo dançar ao ritmo da vibração do surdo (tambor), que ele sentia no peito
é a entranha da gente dançando
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